A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) vai iniciar este ano, ainda sem data definida, por um período de seis meses, testes com a utilização de biodiesel nos trens que operam na Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM). Será acrescentada uma mistura de 20% de biodiesel ao diesel convencional. O anúncio foi feito durante a abertura da 8ª Conferência Internacional de Ferrovias de Transporte de Cargas Pesadas, realizada esta semana no Rio de Janeiro (RJ).
A decisão foi tomada pela empresa após bons resultados com testes de carga em duas locomotivas, usando mistura com 20% de biodiesel. Os planos da Vale, que é uma das maiores consumidoras de diesel do País, vão além dos testes a serem realizados na linha Vitória-Minas. A empresa já estuda a produção do biodiesel em fazendas no Maranhão e no Pará. "Além de essencial para substituir o diesel no futuro, com a redução do uso do petróleo e a redução das reservas nos próximos anos, a Vale aposta no biodiesel como fonte de energia limpa e renovável. Outro ponto forte do combustível é que servirá de alavanca da economia de regiões carentes do Brasil, já que é obtido a partir de oleaginosas, como a soja e a mamona, que podem ser cultivadas em solos semi-áridos", afirmou o diretor do Departamento de Operações de Logística, Eduardo Bartolomeu.
Maior trem da Américas
A Vale do Rio Doce anunciou, também durante a conferência, a implantação do maior trem das Américas, segundo maior do mundo, na operação da empresa na Estrada de Ferro Carajás (EFC). A estréia do trem está prevista para o terceiro trimestre de 2006. Serão 312 vagões, 3,2 quilômetros de comprimento e capacidade para 39 mil toneladas brutas de carga; e será puxado por três locomotivas em sistema de tração distribuída. Atualmente, a Vale opera a EFC com trens de 208 vagões, de 2,3 quilômetros de comprimento e capacidade para 25 mil toneladas, puxados por duas locomotivas.