Complexo Industrial Portuário de Suape terá novo terminal de tancagem de GLP

Terminal demandará um investimento de R$ 1,2 bilhão, terá 90 mil m³ de tancagem em uma área de 60 mil m²

20 de Julho de 2021

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O Complexo Industrial Portuário de Suape (PE) terá um novo terminal de tancagem de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP). A nova estrutura demandará um investimento de R$ 1,2 bilhão realizado por uma joint venture formada pelo Grupo Edson Queiroz, controlador da Nacional Gás, por um player global de armazenagem e a Copa Energia, controladora da Liquigás e Copagaz. O objetivo é garantir o abastecimento da região Nordeste, que atualmente conta com estoque de apenas quatro dias.

O terminal contará com unidade de infraestrutura de 90 mil m³ de tancagem, além da implantação de dutos para movimentar a matéria-prima e fazer as conexões logísticas. O diferencial da estrutura está na tecnologia uma vez que o gás é armazenado refrigerado, ocupando um volume reduzido e aumentando assim a capacidade de estoque. Por ano, o terminal de 60 mil m² irá comportar 1,5 milhão de toneladas de GLP.

“O GLP consumido pelo Nordeste já chega ao Brasil por Suape. Vamos instalar uma estrutura capaz de abastecer toda a região, com exceção do estado da Bahia. Além do aumento da capacidade, o terminal também reduzirá os custos da operação, já que teremos condições de armazenar volumes muito superiores aos que são feitos hoje em dia. Para o Grupo Edson Queiroz é um novo negócio, adjacente ao setor que já atuamos há 70 anos” conta o presidente do Grupo Edson Queiroz, Carlos Rotella.

A nova presença do Grupo Edson Queiroz em Suape reforça a estratégia de expansão da operação de players do segmento de gás no território do complexo e traz como vantagem a  empresa possuir terreno próprio dentro do porto organizado, onde já opera uma unidade de envase de GLP da empresa Nacional Gás. Os aportes já iniciaram com R$ 20 milhões investidos na requalificação nas instalações da base envasadora em botijões.

O novo equipamento já nasce com clientes, como a Nacional Gás, Copagaz e Liquigás, que devem consumir cerca de 70% do volume de negócio. “O terminal estará disponível para que outras distribuidoras possam importar diretamente o combustível contando com a nossa infraestrutura. Assim, terão mais agilidade, segurança e tecnologia à disposição”, diz Rotella.

O vice-presidente da Copa Energia, Pedro Turqueto, explica que com a aquisição da Liquigas a empresa se tornou o maior player da América Latina de GLP e um dos principais do Nordeste e esse investimento é um passo importante para garantia de abastecimento da região, pois a companhia passará a ter uma tancagem com maior capacidade de armazenamento garantindo o abastecimento no longo prazo.

O executivo continua dizendo que esse movimento também vai de encontro com uma estratégia já adotada pela Copa Energia de diversificar o fornecimento de GLP. “Hoje somos a única empresa que importa da Bolívia e Argentina e essa infraestrutura que vai possibilitar termos acesso à molécula em outras regiões, negociando com América do Norte, África e Ásia. Além da garantia de abastecimento, que é ainda mais um argumento para a liberação dos usos do GLP para outras aplicações, ampliando alternativas energéticas para desenvolvimento do Brasil”, afirma Turqueto.

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